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Cachaça, Patrimônio Cultural da Paraíba.

  • Foto do escritor: Jcampinense Diniz
    Jcampinense Diniz
  • 2 de jan. de 2020
  • 4 min de leitura

Paraíba lidera produção de cachaça de alambique no país.

Produzida a partir da destilação do caldo da cana-de-açúcar, a cachaça também conhecida como pinga, branquinha, caninha ou aguardente é um produto que leva o nome da Paraíba para o exterior. O Estado hoje é o maior fabricante da bebida de alambique do País, possui 80 engenhos que juntos fazem 12 milhões de litros por ano. Além disso, três cachaças paraibanas figuram no ranking das melhores do País. O produto é tão importante para o Estado, que a Lei 9150/2010 considera a bebida Patrimônio Cultural da Paraíba.

O Dia da Cachaça é comemorado no dia 13 de Setembro, e ressaltamos a importância que este produto possui para o desenvolvimento e economia da Paraíba e defendeu mais incentivos para ampliar a exportação, que hoje é de cerca de 1% do produzido.

“Quando o assunto é cachaça, a Paraíba se destaca pelo número de engenhos e pela qualidade. Além disso, o produto garante o movimento da economia no estado, possibilita desenvolvimento e gera emprego e renda para famílias paraibanas”, destacou Eduardo, lembrando que a Paraíba foi destaque no Ranking Cúpula da Cachaça, que elegeu as melhores cachaças brancas do Brasil em 2018.

Dados

De acordo com informações da Associação Paraibana dos Engenhos de Cachaça de Alambique (Aspeca), o Estado hoje é o maior fabricante de cachaça de alambique do país, possui 80 engenhos que juntos fazem 12 milhões de litros por ano. No Brasil, existem cerca de 40 mil produtores de cachaça artesanal.

Dados da Aspeca apontam, ainda, que a Paraíba possui 30 engenhos que produzem e engarrafam cachaça e outros 50 apenas produzem a bebida, vendendo a outras marcas.  O Estado fica em segundo lugar no número de produtores, ou seja, o número de engenhos que produzem e engarrafam cachaças, perdendo apenas para o estado de Minas Gerais. Consumo de Cachaça

Já em relação aos consumidores da cachaça, o Anuário da Cachaça 2019, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aponta que muitos fatores têm contribuído para o aumento de consumidores de cachaça no país. Entre eles, as feiras, exposições, confrarias e tanto outros eventos que evidenciam e valorizam a bebida. Outro fator é o interesse partido do público feminino em desvendar os sabores da cachaça, produto antes apreciado apenas pelo sexo masculino.


Cachaça produzida na PB tem características únicas que garantem sucesso pelo país.


A maioria dos engenhos paraibanos utiliza micro-organismos próprios da cana-de-açúcar para efetuar a fermentação natural da cachaça.


Uma combinação perfeita de fatores climáticos, topográficos e técnicos fazem com que a cachaça de alambique da Paraíba, no Nordeste brasileiro, tenha um diferencial em relação às demais produzidas no país. O segredo, segundo especialistas da bebida, é que o clima e o solo da região permitem que a cana absorva nutrientes que dão à branquinha um sabor diferente, tipicamente local, como acontece no terroir nos vinhos.

“A fermentação é muito importante para a composição do sabor. Na Paraíba, a maioria dos engenhos adota a fermentação natural, em que os microrganismos da própria cana-de-açúcar são responsáveis pelo processo. Chamados de leveduras selvagens, eles carregam em si o DNA da região produtora e dão gosto à cachaça. As bebidas produzidas aqui costumam ter aroma e sabor frutado”, explica Mucio Fernandes, presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) e diretor do Engenho São Paulo, o maior produtor de cachaça de alambique do Brasil.

Mas não é só pelo sabor que as cachaças da Paraíba se distinguem. Hábitos de consumo adotados na região dão versatilidade à bebida e ampliam as possibilidades de combinações. “Costumes como apreciar a cachaça gelada ganharam força por aqui nos últimos 10 anos. Quando resfriada, ela fica ainda mais saborosa, porque a presença do álcool é menos perceptível ao paladar, evidenciando as características da cachaça”, diz Mucio.

No solo nordestino, ela ganha toques regionais e frutas como o caju, a seriguela ou a pitanga são incorporadas a drinques e até mesmo consumidas como acompanhamento. “A Paraíba e Pernambuco compartilham um ritual semelhante ao do consumo de tequila, só que com o caju substituindo o limão, inclusive é comum os bares servirem a cachaça com pedaços da fruta à parte”, comenta Alexandre Macário, gerente da unidade de negócios Norte/Nordeste da Owens Illinois, fornecedora das garrafas de vidro do Engenho São Paulo.

Com tanta personalidade, o destilado paraibano não merecia passar despercebido por outras regiões do país. Para promover a bebida, foi lançada em 17 de maio a Carta da Cachaça, um livro que traz informações sobre as variedades produzidas na Paraíba e como harmonizá-las na gastronomia. “A ideia é divulgar o material em bares, restaurantes e hotéis em todo o país. O livro também traz dados sobre o engenho produtor da cachaça escolhida”, explica Alexandre.

Primeira impressão

Para cair no gosto do consumidor, os engenhos da Paraíba têm feito a lição de casa e investido não só no sabor, mas também na apresentação do produto e diferenciação. “Uma cachaça premium precisa expressar na embalagem a mesma qualidade da bebida envasada e transmitir ao consumidor todo cuidado e atenção aos detalhes que o produtor teve durante o processo inteiro, da seleção da cana, colheita até destilação. Por isso, a escolha da garrafa certa, é fundamental”, diz Alexandre.

A teoria foi comprovada nos resultados de vendas do Engenho São Paulo. No início de 2012, a empresa decidiu lançar uma versão menor da cachaça São Paulo Cristal e contou com a O-I para elaborar uma garrafa exclusiva de 355 ml para o produto. “Lançamos a ‘gorduchinha’ no começo do ano e, no final do segundo semestre, percebemos que as vendas do produto subiram mais de 140%, apenas com a mudança da embalagem”, conta Mucio Fernandes.

Mirando Alto

“Queremos aumentar também a participação da cachaça no exterior. Hoje, apenas 1% do que é produzido no Brasil é exportado, o maior volume é de cachaça do tipo coluna, para uso em drinques como a caipirinha. Nossa intenção é mostrar que a Paraíba também é uma referência de cachaça de qualidade para todos”, finaliza Mucio.


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